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Monitoramento da Esterilização

Posted by on 30 de março de 2012

Todo o processo de esterilização deve ser monitorado para assegurar sua eficácia.
De acordo com o Manual de Biossegurança da Anvisa o monitoramento da esterilização pode ser de duas formas: Química ou Biológica

Monitoramento Químico
No monitoramento químico são utilizados os indicadores químicos que avaliam se o ciclo de esterilização foi realizado pela mudança de cor, na presença da temperatura, tempo e vapor saturado, conforme o indicador utilizado.Existem seis tipos de indicadores químicos. A escolha e a utilização de cada um depende do método de esterilização escolhido e a criticidade dos materiais.
Indicador de processo – Classe I
Os indicadores de processo podem vir na própria embalagem ou na forma de fita adesiva zebrada. Esses servem para indicar se os pacotes passaram pelo processo de esterilização, mas não devem ser os únicos indicadores utilizados para controle de exposição e nem para garantia de esterilização.

Teste Bowie-Dick – Classe II
É um teste específico para detectar a presença do ar residual no interior da autoclave com bomba à vácuo. Este teste é capaz de acusar as causas de falhas durante o processo de esterilização, ocasionados pelo mau funcionamento da bomba à vácuo da autoclave (problemas ocorridos durante a remoção do ar).

Indicador de parâmetros simples – Classe III
Este indicador responde a um único parâmetro – temperatura. Não é indicado na atualidade em virtude da existência de indicadores mais precisos.

Indicador Multiparamétrico – Classe IV
São tiras de papel impregnadas por tinta termoquímica que muda de cor como as fitas adesivas. Devem ser colocadas no interior dos pacotes e indicam que a embalagem foi permeável ao agente esterilizante e também que o tempo e a temperatura padronizados para a esterilização foram atingidos em um determinado momento.
Recomenda-se a utilização em todos os pacotes que contém materiais não críticos.

Indicador Integrador – Classe V
Os integradores são indicadores designados para reagir a todos os parâmetros críticos do processo de esterilização a vapor (tempo, temperatura e qualidade do vapor), dentro de um intervalo específico de ciclos de esterilização. Devem ser colocados no interior de cada pacote, no local de maior dificuldade de penetração do agente esterilizante.Recomenda-se utilização em todos os pacotes, materiais críticos e não críticos.

Emuladores – Classe VI
São indicadores químicos de ciclo específico, ou seja, só devem ser utilizados no tempo e na temperatura descritos no próprio indicador químico. Esses indicadores monitoram todos os parâmetros críticos da esterilização a vapor, e não deverão reagir até que aproximadamente 95% do tempo de esterilização seja completado.

Monitoramento Biológico

O monitoramento Biológico é o tipo de monitoramento mais seguro, pois nele podemos ter certeza que o material pode ser utilizado. A Anvisa recomenda este tipo de monitoramento semanalmente, mas o ideal seria a cada carga, já que é o único teste que pode garantir a esterilidade dos artigos.
Esse tipo de indicador contém tiras de papel impregnadas por esporos bacterianos do gênero Bacillus, de bactérias termofílicas formadoras de esporos, capazes de crescer em temperaturas nas quais as proteínas são desnaturadas.
Os indicadores biológicos que contém uma suspensão padronizada de esporos Geobacillus stearothermophilus (frasco plástico contendo ampola de vidro com caldo nutriente e tira de papel impregnada com suspensão de esporos), que comprovam a efetiva esterilização, através de exposição aos valores corretos de pressão interna da câmara, temperatura interna da câmara, saturação do vapor e tempo de esterilização.As ampolas devem ser submetidas ao processo de esterilização e incubadas conforme recomendação do fabricante do indicador biológico.

Os pacotes contendo os indicadores devem ser colocados em locais onde o agente esterilizante chega com maior dificuldade, como próximo à porta, junto ao dreno e no meio da câmara.Para cada tipo de processo de esterilização existe um tipo de cepa que é mais resistente para aquele processo.

Referências Bibliográficas
Serviços Odontológicos; Prevenção e Controle de Riscos/Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. – Brasília: Ministério da Saúde, 2006..

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